DOENTES E… CURÁVEIS!

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Neste domingo é lido, em milhares de comunidades de fé, um trecho do evangelho de Marcos (1, 29-39) repleto de exemplos que contrariam a lógica perversa dos nossos tempos.

Jesus “sai da sinagoga” – não é só nos templos (que, no Brasil, são em maior número que escolas e hospitais somados) que se realiza a dimensão religiosa.

Foi no cotidiano, na casa simples de Pedro e André, que Jesus fez um gesto de ternura, um milagre: dá a mão à sogra de Pedro, acamada e febril, e ajuda a erguê-la. Ela fica imediatamente sã. Pronta para servir, que é a razão de existir.

Milagre é isso: não passe de mágica, para mitificar o “santo”, mas ajuda solidária para que todo(a)s possam se levantar. Dar a mão, expulsar as doenças do “não”: mesmice, indiferença, desencanto, desonestidade, falsidade, egoísmo, prostração.

A fama de Jesus se espalha, multidões o procuram, mas ele não quer ser “milagreiro”. Nem fica seduzido pelo sucesso: retira-se para rezar. Busca na madrugada o deserto – para melhor refletir sobre sua missão e singularidade (todos temos as nossas).

Nesse mundo acelerado e uniformizado, quantos de nós cultivamos a subjetividade? Quantos buscamos a reflexão, a meditção, a oração, para melhor chegarmos aos outros? Quantos ouvimos a voz do silêncio, onde Deus nos fala melhor? Somos apenas “militontos”, que perdemos até a noção das causas pelas quais lutamos?

Além das doenças físicas, epidêmicas e pandêmicas, há muitos “espíritos maus” espalhando por aí seus vírus do rancor, da desinformação (fake news, deep news), da eliminação do que não é nosso espelho.

Assim como o mosquto transmissor da dengue prolifera nas águas dos nossos descuidos, os vetores do desprezo, da violência, da dominação econômica e bélica, da destruição do planeta e de povos estão ativos, adoecendo a civilização. Também por causa da nossa omissão.

Não são uma condenação, mas um chamamento à ação. Nossa: das pessoas de boa vontade e boa cuca – são muitas! – comprometidas em semear saúde coletiva, justiça social, cuidado ambiental, o bem e o belo. O tempo urge!

De novo a sabedoria de Riobaldo, do Grande Sertão de Guimarães Rosa: “só se pode viver perto de outro, e conhecer outra pessoa, sem perigo de ódio, se a gente tem amor. Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura”.

Cristo em saída, ao nosso encontro, no mundo conosco.

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DOENTES E… CURÁVEIS!

Foi no cotidiano, na casa simples de Pedro e André, que Jesus fez um gesto de ternura, um milagre: dá a mão à sogra de Pedro, acamada e febril, e ajuda a erguê-la. Ela fica imediatamente sã. Pronta para servir, que é a razão de existir.

Sliman Mansour (pintor palestino)

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