O SUMIÇO DO CELULAR DE SALLES E A PALAVRA DE LUANA(Sombras e exigência de luz)

Incrível: embora determinado pelo STF, o celular do ainda ministro Salles – o inimigo número 1 do Meio Ambiente – não foi apreendido pela PF, na busca e apreensão (?) feita junto ao investigado. Salles compareceu depois à sede da PF, com a arrogância habitual, certamente com o celular intocável. O “parça” (comparsa?) de madeireiras é cara de pau!

O ministro é investigado também por movimentação suspeita de R$ 1,79 milhão em seu escritório de advocacia, já quando no cargo de cúpula de Bolsonaro. Haja ocultação!

Em outra área, a infectologista Luana Queiroz (UFRJ e Universidade Johns Hopkins, EUA), qualilficadíssima, não ficou 10 dias (!!!) à frente da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19.

Indagado sobre a saída de profissional desse porte, cuja nomeação ele anunciara com pompa e circunstância, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, não respondeu nada, apenas desejando “sucesso” à Luana “na sua trajetória”. Frente à insistência da repórter, se irritou: “assunto encerrado”.

A dra. Luana Queiroz pauta sua atuação, como ela mesma disse, pela ciência, pelas evidências, pelo juramento médico. Sobre a brevidade na função, em hora tão grave do país, limitou-se a afirmar que “sai como entrou, pela porta da frente”. Devia explicar mais e contar o que sofreu.

Todos merecemos saber as razões de sua desistência, Luana. Está evidente, pela irritação de Queiroga ao tratar do assunto e pela postura da ex-secretária, que houve pressão espúria da linha negacionista e impositiva do governo Bolsonaro na questão da Covid-19. Alô, CPI, tem caroço nesse angu ali!

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