A TRANCA, DEPOIS DA PORTA ARROMBADA

Está no ar uma peça publicitária do governo federal de combate ao coronavírus. É tardia – vem com atraso de um ano e 373 mil mortes – mas bem feita. Convoca ao isolamento social, ao uso de máscaras e à vacinação. Diz que somos o 5º país do mundo em vacinação mas omite que, em relação à população, há 45 outros que vacinaram, proporcionalmente, mais. A peça tem até a marquinha do SUS. Antes tarde do que nunca.

Mas tem também a marca da contradição. O “chefe maior” (tão pequenino humana e politicamente) não pratica nada do que a propaganda oficial, afinal, pede. É antiexemplo: aglomera, despreza a máscara (e a vida humana) e ninguém sabe se já se vacinou – passou a data prevista pros de 66 anos e ele não divulgou nada – como todos fazemos, pedagogicamente, pessoas públicas ou não.

Bolsonaro alega, em demagógica mentira, que quer ser o “último brasileiro” a fazê-lo, “quando não faltar pra mais ninguém, pois já peguei o corona”. Eduardo Paes, prefeito do Rio, que cultiva boas relações com o presidente, devia avisá-lo que há reinfecção.

No Brasil, 87% da população ainda não recebeu a 1ª dose, 95,5% ainda não tomou a 2ª. A lentidão, derivada da falta de coordenação nacional e de vacinas (que deviam estar encomendadas há muito mais tempo), além de desorganização e desvios, mata.

A CPI da Pandemia vai apurar as responsabilidades por essa tragédia anunciada. E só por ser instalada já vai melhorar o desempenho de certas autoridades sanitárias, que só funcionam bem sob pressão.#VacinaParaTodosJá

Charge de J. Bosco – jornal O Liberal (PA)

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