BOLSONARO TEM QUE SER INTERDITADO!

Enquanto a pandemia descontrolada mata mais de 3 mil pessoas por dia no Brasil, o ex-capitão, sem autocontrole e sem assessoria que o controle, assassina o bom senso, a lógica, o equilíbrio mínimo que se espera de quem ocupa o mais alto cargo público do país.

Dia desses, enraivecido pelas evidências de sua péssima atuação no combate à Covid, atacou, aos berros, a Ciência: “Cientistas canalhas, se não têm nenhum remédio para indicar, cale a boca e deixe o médico trabalhar” (a má concordância verbal é dele mesmo). Defendia o tal “tratamento precoce”, com remédios de eficácia duvidosa e efeitos colaterais pesados – pela enésima vez e com a habitual estupidez (a propósito, recomendo o artigo #Basta!, em O Globo de hoje, do neurocientista Miguel NIcolelis).

Ontem deu um passo adiante na direção do abismo. Perturbado com a abertura da CPI da Pandemia, vociferou: “o Brasil está no limite. O pessoal fala que eu tenho que tomar providências. Eu estou aguardando o povo dar uma sinalização. Porque a fome, a miséria, o desemprego estão aí, pô. Só não vê quem não quer”.

A fome, a miséria e o desemprego estão aí, agravadas pelos seus dois anos e 3 meses de desgoverno – o pior da História do Brasil.

Mas quero ver e não enxergo quem é o “pessoal” que lhe diz pra “tomar providências”? Médicos terraplanistas lhe receitando Rivotril? Quais “providências”, a renúncia? Que “sinalização do povo” aguarda? A de um golpe neofascista, acalentado por bolsocrentes fanáticos de extrema-direita, que as Forças Armadas não bancariam?

Você que me lê: ajude a decifrar o nefasto “enigma” Bolsonaro em sua confusão mental e arroubos autoritários. Quem é “seu pessoal” e quais “providências” ele devia tomar?

Ricardo Machado e o delírio frustrado da República fardada. Ditadura nunca mais!

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Sinais dos tempos

A Comissão para Ecologia Integral e Mineração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em nota, solidariza-se com as pessoas e comunidades do Estado do Rio Grande do Sul.

CARTA ABERTA AO COMANDANTE DA MARINHA SOBRE A REVOLTA DA CHIBATA

A inscrição do nome de João Cândido Felisberto, líder da Revolta contra a Chibata, em 1910, no Livro de Heróis da Pátria, já aprovada no Senado (PL 340/2018), está em análise na Câmara dos Deputados, onde tramita (PL 4046/21).

V. Exa. entrou no debate, enviando uma carta ao presidente da Comissão de Cultura, deputado Aliel Machado (PSB/PR). É legítimo, a Casa do Povo tem que ser sempre democrática.

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