PSOL quer mobilização popular contra lei da terceirização

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27 abr PSOL quer mobilização popular contra lei da terceirização

(Publicação do Jornal A Tarde)

O líder do PSOL na Câmara dos Deputados, Chico Alencar (RJ), acredita que a mobilização das ruas pode barrar a aprovação da lei da terceirização no Senado.  “Os deputados tomaram um susto com a reação dos sindicatos e, sobretudo, das redes sociais estampando as fotos dos que votaram contra os direitos dos trabalhadores”, afirmou, nesta sexta-feira, 24, em Salvador.

“Eles ficaram meio assustados, na defensiva, dizendo que não são contra os trabalhadores. Tanto que da primeira votação do texto-base até a última, de quarta-feira (quando a matéria foi aprovada na Câmara), caiu muito a diferença de 230 para 213 votos em favor da lei”, disse  Alencar, após  participar  de  audiência pública sobre a terceirização proposta pelo deputado estadual Joseildo Ramos (PT), na Assembleia.

Na visão do deputado, essa reação mostra que “ainda há oxigênio para quem defenda determinados interesses que não são necessariamente os que estão nas ruas”. Alencar desconfia do “desentendimento” entre o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ),  e o do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), em relação ao projeto da terceirização.

“São parceiros de visão e prática política, não por acaso estão entre os investigados da Operação Lava Jato, têm muitas identidades e solidariedades na dor e na alegria, mas houve de fato um atrito entre os dois. O Renan disse que não tem pressa ou vai engavetar (o projeto), não é bom, pois isso pode ser simplesmente uma estratégia de esperar um momento melhor”.

Proposta e vaia

Chico Alencar analisa que os defensores do projeto partem da ideia de que terceirização é modernização. “Nós dizemos que terceirização é precarização. Enfim, é uma pauta estimulante, de tédio a gente não vai morrer”, afirma o deputado.

Ele avalia que, se o projeto for aprovado, em no máximo oito anos, cerca de 75% da mão de obra do país será terceirizada.

Alencar revelou que devido aos constantes episódios de hostilidade contra Eduardo Cunha, ele está  reavaliando o projeto Câmara Itinerante, pelo qual às sexta-feiras o presidente visita assembleias legislativas estaduais realizando sessões festivas.

Em todos os estados Cunha foi vaiado por  suas posições: “Eu fiz um requerimento pedindo informações sobre esse projeto. Qual dispêndio, quantas pessoas levam, para ver a relação custo, porque em vez de Câmara Itinerante, virar vaia itinerante não dá, tem que ser repensado. Se ele está reavaliando, tudo bem”.

1Comentário
  • Artur
    Postado em 17:35h, 06 novembro Responder

    Mobilização mais que necessária!! estão acabando com o direito dos trabalhadores brasileiros graças a essa maldita elite!!! reaças fascistas!!!

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