MENOS ÓDIO, MAIS TOLERÂNCIA

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23 jun MENOS ÓDIO, MAIS TOLERÂNCIA

Tinha o povo de santo, tinha batista, católico, luterano, ateu, judeu e muçulmano. Tinha na manhã de domingo (21), no Largo do Bicão, na Vila da Penha, uma multidão contra a intolerância religiosa, contra a ‘afrofobia’ – essa sim, estupidamente forte no Brasil.

Chico estava lá em nome da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados, da qual é titular. Nisso há unanimidade – ao menos de boca pra fora – no Congresso Nacional: o repúdio à agressão sofrida por Kayllane Campos, a menina do candomblé agredida por uns canalhas, que lhe atiraram pedras aos gritos de “vocês vão queimar no inferno, macumbeiros do demônio!”.

Lembrei que a Constituição – a ‘bíblia’ republicana de crentes e não crentes – garante no Art. 5, inciso VI, que “é inviolável a liberdade de consciência e crença”, e que a Lei 7716, de 1989, prevê cadeia para quem comete crimes de intolerância religiosa. Os agressores de Kayllane precisam ser identificados e detidos, urgentemente: basta a autoridade policial se empenhar! Até agora, nada. E o caso pode cair no esquecimento, estimulando os fundamentalistas sem fundamentos nem razão, movidos a ódio e preconceito, filhos da ignorância.

A Vila da Penha cantou, orou, dançou ao som de atabaques, invocou orixás e santos. Caminhou, dominical, com o branco da Paz. Confirmou que a melhor religião é aquela que não se considera melhor que nenhuma outra. E que o Brasil, para ser democrático de verdade, precisa respeitar sua própria diversidade, e o direito de crença e não crença.

Caminhemos. Os fascistas e energúmenos não passarão!

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